sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Uma montanha que só cresce
O consumo em alta produz cada vez mais lixo. Com isso, os aterros operam no limite. Entre as soluções viáveis estão a reciclagem e a logística reversa.
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Nos últimos anos, com certeza ficamos mais ricos. A afirmação do engenheiro Nelson Domingues, presidente da Ecourbis Ambiental, uma das concessionárias responsáveis pela coleta de lixo na cidade de São Paulo, vem acompanhada de preocupante constatação. "Lixo é reflexo de poder aquisitivo e consumo. Pela quantidade e pelo tipo de resíduo gerado, é possível ter uma noção da economia de uma cidade", explica Domingues.
Enquanto diz isso, estamos no topo de uma verde colina, de quase 160 metros de altura, a cerca de 30 quilômetros do centro de São Paulo, na divisa com os municípios de Mauá e Santo André. Do alto do morro, pisando na grama, assistimos ao voo de carcarás, quero-queros, bem-te-vis, falcões peregrinos, entre outras aves. Mas não estamos em nenhuma área preservada da Mata Atlântica. Sob nossos pés há enterradas 29 milhões de toneladas de lixo. "Isso nos faz refletir sobre nossos hábitos e sobre a sociedade de consumo em que vivemos", observa o engenheiro.
Equivalente à altura de um prédio de 40 andares, essa "montanha", com uma área 500 mil metros quadrados, é o aterro sanitário desativado Sítio São João. De 1992 a 2009, ele recebeu uma média de 175 mil toneladas de lixo por mês, geradas por 4,5 milhões de pessoas (que habitam 1,2 milhão de domicílios) das zonas sul e leste da capital paulista. Mesmo fora de operação, o que está abaixo de nós continua vivo. A relação entre o que compramos, levamos para casa e consumimos, ainda que efêmera, não se encerra nos grandes sacos pretos ou azuis em que colocamos o que sobrou nem quando os caminhões de coleta passam pela rua. "Os resíduos não desaparecem em um passe de mágica. Por causa da decomposição, são necessários monitoramento e controle geotécnico do aterro 24 horas por dia, pelos próximos 30 anos, para que não haja contaminação do solo, do ar e do lençol freático", explica Domingues. Marcos georreferenciais mostram a movimentação do solo e medidores indicam a pressão e a temperatura interna do aterro. Da deterioração dos resíduos ali depositados são drenados cerca de 21 milhões de litros de chorume (líquido proveniente da decomposição de matéria orgânica) por mês, um pouco menos da metade em relação à época em que o aterro estava em atividade. Além disso, 20 mil metros cúbicos de metano são extraídos por hora para gerar energia na maior usina termoelétrica do país, a Biogás. Ela funciona desde 2007 e por ano produz 200 mil megawatts, suficientes para abastecer uma cidade de até 400 mil habitantes.
Como São Paulo - maior metrópole da América do Sul e a décima cidade mais rica do planeta - não para de crescer e de gerar lixo, soluções e espaços para aterros precisam ser criados para destinar as atuais 18 300 toneladas de resíduos geradas todos os dias. A cada dia, um paulistano produz cerca de 1,5 quilo, segundo dados da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb). Cerca de 12 mil toneladas diárias se originam nos domicílios (residências, condomínios e escritórios) e nas 871 feiras livres, realizadas todos os dias. O restante é resultado da varrição de ruas, do recolhimento de entulho descartado nas vias públicas e dos serviços de manutenção da cidade. Para dar conta de parte disso, ao lado do Sítio São João, desde 2010 opera a Central de Tratamento de Resíduos Leste, um aterro sanitário (veja as principais diferenças entre lixão, aterro sanitário e aterro controlado, no infográfico O Mapa do Lixo), com 1,1 milhão de metros quadrados, que, de segunda a sábado, recebe a visita de 250 caminhões - cada um deles deposita cerca de 30 toneladas de lixo.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Pior seca dos últimos 12 anos muda paisagem do Rio São Francisco
A longa estiagem transformou a paisagem em vários trechos do Rio São Francisco,
um dos mais importantes do país.
A água transparente revela o drama de um gigante. A profundidade é baixa, é possível ver o fundo. O Rio São Francisco enfrenta a pior seca dos últimos 12 anos.
A água transparente revela o drama de um gigante. A profundidade é baixa, é possível ver o fundo. O Rio São Francisco enfrenta a pior seca dos últimos 12 anos.
Veja o vídeo clicando no link abaixo:
A pouca chuva nos afluentes do rio até dezembro de 2013 fez diminuir o volume de água no lago de Sobradinho, na Bahia. O reservatório está com pouco mais de 30% da capacidade. Segundo a Chesf, essa quantidade é uma ameaça à geração de energia no Nordeste.
Se num trecho o rio é bastante largo, a profundidade não passa dos dois metros nos canais por onde os barcos ainda conseguem passar. Um que fica do lado sergipano e outro lá do lado de Alagoas.
No meio, uma das imensas ilhas que não param de crescer à medida em que o rio vai secando. Uma tem mais de 500 metros de extensão. O problema é agravado pela areia que se desprende das margens desmatadas e vai aterrando o leito.
"Fico imaginando daqui a 30, 40 anos, a gente atravessando esse rio. O rio está morrendo, sufocado pela terra que está caindo dentro do seu leito", opina Antônio Jackson Borges Lima, diretor do Museu do São Francisco.
Uma balsa que antes transportava 16 carros de um lado a outro, agora só leva 11 para não encalhar. Caminhão, nem pensar.
"O Comitê da Bacia do São Francisco quer, sobretudo, um tratamento diferenciado para essa bacia, que é a mais vulnerável de todo o Brasil. E não pode suas águas serem demandadas no ritmo, no volume e na escala em que estão sendo", afirma o presidente do Comitê da Bacia do São Francisco, Anivaldo Miranda.
"O Comitê da Bacia do São Francisco quer, sobretudo, um tratamento diferenciado para essa bacia, que é a mais vulnerável de todo o Brasil. E não pode suas águas serem demandadas no ritmo, no volume e na escala em que estão sendo", afirma o presidente do Comitê da Bacia do São Francisco, Anivaldo Miranda.
O PÓDIO DAS FRUTAS - SABOREIE SEM MODERAÇÃO
As mais energéticas: açaí (495 kcal em 1 tigela pequena), abacate (235 kcal em 1/2 unidades), caqui (90 kcal por unidade) e figo (90 kcal por 3 unidades) As menos energéticas: melão (20 kcal em 1 fatia) e pêssego (25 kcal em 1 unidade) As mais ricas em fibras: açaí (35 g em uma tigela pequena) e goiaba (10 g em 1 unidade) As mais ricas em carotenóides: manga (3600 mcg em 1 unidade), caqui (1800 mcg em 1 unidade) As mais ricas em vitamina E: abacate (230 mg em 1/2 unidade), açaí (90 mg em 1 tigela pequena) As mais ricas em potássio: banana (350 mg em 1 unidade) e uva (296 mg em 1 xícara) As mais ricas em vitamina C: goiaba (370 mg em 1 unidade) e morango (110 mg em 1 xícara) As mais ricas em cálcio: açaí (236 mg em 1 tigela pequena) e tangerina (40 mg em 1 unidade) As mais ricas em magnésio: abacate (100 mg em 1/2 unidade) e banana (30 mg em 1 unidade) As mais ricas em ferro: açaí (25 mg em 1 tigela pequena) e amora (5 mg em 1 copo médio)
Os esportistas estão sujeitos a algumas condições que podem ser prevenidas e aliviadas com as frutas Anemia: açaí, amora, carambola Artrite: abacaxi, ameixa e maçã Cãibras musculares: banana, laranja e melão Diarréia: maçã sem casca e banana-maçã Digestão pesada: combinar as refeições pesadas com o abacaxi Prisão de ventre: maçã com casca, ameixa e figo Fadiga: banana, uva e figo Retenção de líquidos: a maioria das frutas, por possuir potássio, pode provocar maior perda de líquido. Baixar o colesterol: maçã, pêra, abacaxi e pêssego
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Fonte: Colaboração de amigos do MOVER
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