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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Uma montanha que só cresce

O consumo em alta produz cada vez mais lixo. Com isso, os aterros operam no limite. Entre as soluções viáveis estão a reciclagem e a logística reversa.


Foto de Victor Moriyama
Gramacho, em Duque de Caxias (RJ), foi o maior depósito de rejeitos da América Latina por 34 anos. O lixão foi fechado em junho de 2012
Nos últimos anos, com certeza ficamos mais ricos. A afirmação do engenheiro Nelson Domingues, presidente da Ecourbis Ambiental, uma das concessionárias responsáveis pela coleta de lixo na cidade de São Paulo, vem acompanhada de preocupante constatação. "Lixo é reflexo de poder aquisitivo e consumo. Pela quantidade e pelo tipo de resíduo gerado, é possível ter uma noção da economia de uma cidade", explica Domingues.
 

Enquanto diz isso, estamos no topo de uma verde colina, de quase 160 metros de altura, a cerca de 30 quilômetros do centro de São Paulo, na divisa com os municípios de Mauá e Santo André. Do alto do morro, pisando na grama, assistimos ao voo de carcarás, quero-queros, bem-te-vis, falcões peregrinos, entre outras aves. Mas não estamos em nenhuma área preservada da Mata Atlântica. Sob nossos pés há enterradas 29 milhões de toneladas de lixo. "Isso nos faz refletir sobre nossos hábitos e sobre a sociedade de consumo em que vivemos", observa o engenheiro.


Equivalente à altura de um prédio de 40 andares, essa "montanha", com uma área 500 mil metros quadrados, é o aterro sanitário desativado Sítio São João. De 1992 a 2009, ele recebeu uma média de 175 mil toneladas de lixo por mês, geradas por 4,5 milhões de pessoas (que habitam 1,2 milhão de domicílios) das zonas sul e leste da capital paulista. Mesmo fora de operação, o que está abaixo de nós continua vivo. A relação entre o que compramos, levamos para casa e consumimos, ainda que efêmera, não se encerra nos grandes sacos pretos ou azuis em que colocamos o que sobrou nem quando os caminhões de coleta passam pela rua. "Os resíduos não desaparecem em um passe de mágica. Por causa da decomposição, são necessários monitoramento e controle geotécnico do aterro 24 horas por dia, pelos próximos 30 anos, para que não haja contaminação do solo, do ar e do lençol freático", explica Domingues. Marcos georreferenciais mostram a movimentação do solo e medidores indicam a pressão e a temperatura interna do aterro. Da deterioração dos resíduos ali depositados são drenados cerca de 21 milhões de litros de chorume (líquido proveniente da decomposição de matéria orgânica) por mês, um pouco menos da metade em relação à época em que o aterro estava em atividade. Além disso, 20 mil metros cúbicos de metano são extraídos por hora para gerar energia na maior usina termoelétrica do país, a Biogás. Ela funciona desde 2007 e por ano produz 200 mil megawatts, suficientes para abastecer uma cidade de até 400 mil habitantes. 


Como São Paulo - maior metrópole da América do Sul e a décima cidade mais rica do planeta - não para de crescer e de gerar lixo, soluções e espaços para aterros precisam ser criados para destinar as atuais 18 300 toneladas de resíduos geradas todos os dias. A cada dia, um paulistano produz cerca de 1,5 quilo, segundo dados da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb). Cerca de 12 mil toneladas diárias se originam nos domicílios (residências, condomínios e escritórios) e nas 871 feiras livres, realizadas todos os dias. O restante é resultado da varrição de ruas, do recolhimento de entulho descartado nas vias públicas e dos serviços de manutenção da cidade. Para dar conta de parte disso, ao lado do Sítio São João, desde 2010 opera a Central de Tratamento de Resíduos Leste, um aterro sanitário (veja as principais diferenças entre lixão, aterro sanitário e aterro controlado, no infográfico O Mapa do Lixo), com 1,1 milhão de metros quadrados, que, de segunda a sábado, recebe a visita de 250 caminhões - cada um deles deposita cerca de 30 toneladas de lixo.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Pior seca dos últimos 12 anos muda paisagem do Rio São Francisco

A longa estiagem transformou a paisagem em vários trechos do Rio São Francisco, 
um dos mais importantes do país.
A água transparente revela o drama de um gigante. A profundidade é baixa, é possível ver o fundo. O Rio São Francisco enfrenta a pior seca dos últimos 12 anos.

A água transparente revela o drama de um gigante. A profundidade é baixa, é possível ver o fundo. O Rio São Francisco enfrenta a pior seca dos últimos 12 anos.



A pouca chuva nos afluentes do rio até dezembro de 2013 fez diminuir o volume de água no lago de Sobradinho, na Bahia. O reservatório está com pouco mais de 30% da capacidade. Segundo a Chesf, essa quantidade é uma ameaça à geração de energia no Nordeste.

Há cinco meses, a vazão média, volume d'água que sai da represa, diminuiu de 1,3 mil para 1,1 mil metros cúbicos por segundo (m³/s). O São Francisco perdeu suas forças. Não há mais correnteza no rio.
Se num trecho o rio é bastante largo, a profundidade não passa dos dois metros nos canais por onde os barcos ainda conseguem passar. Um que fica do lado sergipano e outro lá do lado de Alagoas.
No meio, uma das imensas ilhas que não param de crescer à medida em que o rio vai secando. Uma tem mais de 500 metros de extensão. O problema é agravado pela areia que se desprende das margens desmatadas e vai aterrando o leito.
"Fico imaginando daqui a 30, 40 anos, a gente atravessando esse rio. O rio está morrendo, sufocado pela terra que está caindo dentro do seu leito", opina Antônio Jackson Borges Lima, diretor do Museu do São Francisco.


Uma balsa que antes transportava 16 carros de um lado a outro, agora só leva 11 para não encalhar. Caminhão, nem pensar.

"O Comitê da Bacia do São Francisco quer, sobretudo, um tratamento diferenciado para essa bacia, que é a mais vulnerável de todo o Brasil. E não pode suas águas serem demandadas no ritmo, no volume e na escala em que estão sendo", afirma o presidente do Comitê da Bacia do São Francisco, Anivaldo Miranda.
Enquanto nada muda, o comandante Jaílson Pedrosa, que cruza o Velho Chico há mais de 40 anos, lamenta essa situação. "Vendo o rio se acabando, né. Eu não posso nem falar”, diz emocionado.

Jailson Pedrosa 

O PÓDIO DAS FRUTAS - SABOREIE SEM MODERAÇÃO

 
 
O pódio das frutas
 

 As mais energéticas: açaí (495 kcal em 1 tigela pequena), abacate (235 kcal em 1/2 unidades), caqui (90 kcal por unidade) e figo (90 kcal por 3 unidades)
As menos energéticas:
 melão (20 kcal em 1 fatia) e pêssego (25 kcal em 1 unidade)
As mais ricas em fibras:
 açaí (35 g em uma tigela pequena) e goiaba (10 g em 1 unidade)
As mais ricas em carotenóides:
 manga (3600 mcg em 1 unidade), caqui (1800 mcg em 1 unidade)
As mais ricas em vitamina E:
 abacate (230 mg em 1/2 unidade), açaí (90 mg em 1 tigela pequena)
As mais ricas em potássio:
 banana (350 mg em 1 unidade) e uva (296 mg em 1 xícara)
As mais ricas em vitamina C
: goiaba (370 mg em 1 unidade) e morango (110 mg em 1 xícara)
As mais ricas em cálcio:
 açaí (236 mg em 1 tigela pequena) e tangerina (40 mg em 1 unidade)
As mais ricas em magnésio:
 abacate (100 mg em 1/2 unidade) e banana (30 mg em 1 unidade)
As mais ricas em ferro:
 açaí (25 mg em 1 tigela pequena) e amora (5 mg em 1 copo médio)


Frutas para esportistas

Os esportistas estão sujeitos a algumas condições que podem ser prevenidas e aliviadas com as frutas 
Anemia: açaí, amora, carambola
Artrite:
 abacaxi, ameixa e maçã
Cãibras musculares:
 banana, laranja e melão
Diarréia:
 maçã sem casca e banana-maçã
Digestão pesada:
 combinar as refeições pesadas com o abacaxi
Prisão de ventre:
 maçã com casca, ameixa e figo
Fadiga:
 banana, uva e figo
Retenção de líquidos:
 a maioria das frutas, por possuir potássio, pode provocar maior perda de líquido.
Baixar o colesterol:
 maçã, pêra, abacaxi e pêssego 
 
Ameixa, tônico antiestresse
 
Contém alta quantidade de fibra sorbitol que estimulam o movimento intestinal e favorecem a evacuação. Dependendo da coloração da fruta, a quantidade de vitaminas que possuem pode variar: as claras são as mais doces e ricas em carotenos, e as com coloração escura contêm mais ferro. Sua riqueza em vitaminas B e C torna essa fruta uma aliada contra o estresse e o suco de ameixa alivia a gota, o reumatismo, a artrite e problemas articulares.
 
Damasco, a fruta da pele
 
Tem alto teor de caroteno (provitamina A), vitamina que previne o câncer, regenera os tecidos, e favorece o bronzeado. É rica em ferro, magnésio, potássio, zinco e vitaminas B1, B2 e C. Um verdadeiro coquetel contra a fadiga. E só tem 47 kcal.
 
Figo, para os ossos
 
Tem cálcio, por isso, é recomendado para esportistas e ajuda a prevenir a osteoporose. Contém benzaldeido, um agente anticancerígeno, flavonóides e uma enzima chamada ficina que ajuda a digestão das proteínas. Além disso, possui ferro, potássio e fibra. As avós utilizavam o látex branco (líquido que sai da planta ao ser cortada) para eliminar as verrugas. Na ásia, o figo é considerado um afrodisíaco natural.
 
Maçã
 
Ela é rica em fibra solúvel, regula o colesterol, protege o coração e equilibra a função intestinal, tanto no caso de diarréia como de prisão de ventre. Contém vitamina C, potássio e é hidratante.
 
Banana, a barrinha energética
 
É o alimento dos campeões. Uma comida rápida, ideal para recarregar as energias. Quanto menos maduras, mais ricas em amido. A banana previne as cãibras musculares por sua riqueza em potássio. Também tem magnésio e vitamina B6, vital para levantar seu ânimo e ajudar no metabolismo do corpo.
 
Melão, o diurético mais natural
 
É típico das frutas de verão. É rica em potássio (diurético), betacaroteno, vitaminas e com poucas calorias. Quanto mais amarelo o melão, maior é a quantidade de carotenos - responsáveis pelo cuidado de sua pele, melhorando também o seu bronzeado. É considerada uma fruta anticoagulante e um aliado na prevenção de trombose e infartes.
 
Pêssego, a fruta saborosa
 
 Rica em vitamina C e potássio. Regula o intestino, pois é rico em fibras. Tem baixo teor calórico.
 
Açaí, o pentacampeão
 
Esta frutinha amazônica, muito badalada entre os esportivas, sem dúvida nenhuma é pura energia! Rico em vitamina E, o açaí pode ser considerado um poderoso antioxidante. Além de ser rico em cálcio e ferro, que auxiliam na efetiva contração muscular. O alto teor de fibras pode ser ainda maior quando na tigela de açaí vai granola misturada.
 
Nectarina, o pêssego de pele suave
 
É uma fruta muito parecida com o pêssego. Contém provitamina A, vitamina B3, ácido fólico, potássio e fibra. Ajuda a regular o colesterol.
 
Pêra, para refrescar
 
A pêra é uma fruta que deve ser ingerida madura. É rica em pectina, fibra que regula o intestino melhorando a flora intestinal; contém minerais como o selénio (antioxidante), zinco (aumenta a imunidade) e potássio (diurético e hipotensor). Para os esportistas é uma fruta muito completa.
 
Abacaxi, para digestão
 
A cozinha oriental combina pratos com carnes e abacaxi porque favorece a digestão das proteínas. Essa fruta tem uma enzima chamada bromelina. É rica em vitamina C.
 
Melancia, menos calorias
 
Se seus problemas são os quilinhos a mais, encha sua geladeira de melancia . Você vai poder comer quantos pedaços quiser, pois é a fruta que tem menos calorias (18 kcal/100 g). É rica em água, fibra , potássio (diurético), vitaminas A, B6 e C e magnésio.
 
Uva, limpa seu corpo das toxinas
 
Uma das frutas que trazem mais benefícios para a saúde. É remineralizante, diurética, depurativa, energética. Contém taninos adstringentes, polifenois, resverastrol (principalmente nas uvas escuras) e substâncias com capacidade antitumoral. Uma alimentação rica em uvas garante boa saúde e limpa seu organismo de toxinas.
  
  
Fonte: Colaboração de amigos do MOVER


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