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sábado, 6 de agosto de 2011

MOVER participa da XIX Reunião do Fórum Mineiro de Comitês de Bacias Hidrográficas em Itajubá

Entre os dias 4 e 5, aconteceu  a XIX Reunião do Fórum Mineiro de Comitês de Bacias Hidrográficas. Desta vez, em Itajubá, no Sul do Estado.
Temas de interesse, não só da região, mas de toda Minas Gerais estiveram em pauta, também palestras e discussões como: “Atlas de Vulnerabilidade a inundações”, apresentadas pela ANA (Agência Nacional das Águas), “Monitoramento e Alerta de Cheias”, e “Inserção das PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) na Bacia Hidrográfica”, ministradas, respectivamente, pelos professores da Universidade Federal de Itajubá, Alexandre Augusto Barbosa e Geraldo Thiago Lúcio Filho.

O principal objetivo deste Fórum é aproximar as realidades de cada comitê de bacia do Estado e promover um debate sobre os possíveis caminhos de solução de problemas ligados à utilização da água em cada região e os desdobramentos destas questões que afetam ao meio ambiente e ao dia a dia das comunidades como um todo.

A presença do Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (SEMAD), Adriano Magalhães Chaves, foi como sempre, um dos pontos fortes do evento. Ele conduziu a apresentação “Visão Estratégica da SEMAD", além de participar do debate “Integração entre Sistemas de Recursos Hídricos e de Meio Ambiente”. Respondeu a diversos questionamentos dos comitês quanto ao andamento de questões apresentadas no Fórum de Paracatu em maio passado, andamento de projetos, critérios de repasses de fundos à organizações e a integração de ações entre a Secretaria de Meio Ambiente e a de Educação, com vistas a incrementar e dar sustentação aos trabalhos de educação ambiental, dentre outras questões relevantes.

No uso da palavra, o presidente do MOVER, Tonhão, apontou ao Secretário, alguns dos entraves burocráticos na aprovação de projetos que são apresentados à SEMAD pelas organizações ambientalistas e comitês. Segundo Tonhão, os critérios de análise e algumas exigências feitas às instituições acabam por eliminar estes proponentes da disputa por recursos e em vários casos, o projeto é bom, executável e de grande impacto de resultados na localidade. “É preciso rever critérios de aprovação e envolver mais técnicos da área, com conhecimentos específicos, na análise das propostas, com pena de serem engavetadas boas iniciativas, por conta de pequenos ajustes possíveis em cada etapa dos projetos rejeitados.”

Ao final do Fórum, cada comitê teve a oportunidade de encaminhar moções - que são sugestões de melhorias voltadas às bacias, à gestão dos recursos hídricos do Estado e aos projetos submetidos ao FHIDRO – Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais. A próxima reunião do Fórum está marcada para os dias 28 e 29 de setembro, em Almenara – MG.



sexta-feira, 29 de julho de 2011

MOVER protocola condicionante em projeto de licenciamento ambiental em Paracatu

No intuito de garantir água para todos na região do Rio São Marcos na área de influência da BARRAGEM DE BATALHA, o MOVER protocolou dia 22 de Julho na ANA - Agência Nacional de Águas e no IBAMA - Instituto Nacional do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis, proposta de Condicionante que sugere para FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS, a elaboração e apoio à implementação de Programa de Recuperação Hidroambiental na referida bacia hidrográfica.

Segundo TONHÃO, presidente do MOVER, a ideia da proposta de condicionante é de que ao iniciar a operação da Barragem Hidrelétrica de Batalha, se inicie também um programa de recuperação hidroambiental, na mesma área.





Este projeto visa a implementação de várias ações de recuperação hidroambiental que poderão aumentar a vazão da água na bacia, fazendo com que tanto a operação da barragem como os empreendimentos dos Irrigantes da região do Mundo Novo, nos municípios de Unaí e Paracatu, não entrem em conflito pela falta de água na bacia.
Com esta proposta, os empreendimentos dos Irrigantes de Cristalina, serão também beneficiados.


Ofício encaminhado ao   IBAMA/ANA

sexta-feira, 15 de julho de 2011

MOVER e Polícia Ambiental resgatam animal ferido por tiro de espingarda



No último dia 13 o MOVER registrou mais um caso de selvageria contra animais na região de São Domingos, Paracatu. Uma arara foi encaminhada para a sede da organização, após denúncia de moradores locais, com uma das asas perfuradas, segundo Tonhão – presidente do MOVER, o ferimento foi causado por um tiro de espingarda.  
Removida para receber tratamento, a ave teve a asa amputada devido à gravidade do ferimento. Tratada pela veterinária, Dra. Fernanda, não houve alternativa de salvamento do membro, pois os ossos da asa estavam dilacerados. Depois de sedada, a ave foi submetida à cirurgia, ainda com poucas chances de sobrevida.
Felizmente tudo correu bem, a arara se recuperou de modo satisfatório e já está se alimentando e tudo indica que o atendimento rápido e o carinho especial dedicado pela Dra. Fernanda e pelos oficiais da Polícia Ambiental fizeram a diferença no salvamento desta vida.
O animal será encaminhado para um criador de animais mutilados no Distrito Federal.
Ainda padecemos dos males da ignorância humana e da falta de aplicação da legislação que protege a vida animal. Cabe neste momento a participação de todos para que notícias como esta não se repitam. Cabe ao indivíduo a consciência do preservar, cuidar da liberdade destes seres indefesos que conosco habitam o mesmo espaço na Terra, não promovendo espetáculos de atrocidade similar. Ou será que uma arara representa ameaça a vida humana?
Assista ao vídeo do atendimento prestado dentro da clínica veterinária, aqui em nosso blog. As imagens são chocantes, mas quem sabe nos livrarão de repetições.


Créditos:
Resgate: Polícia Ambiental e MOVER
Filmagem: Tonhão
Equipe de atendimento: Dra. Fernanda e equipe
Reportagem: TV Paracatu
Edição de vídeo: Casa Rústica Produções

domingo, 10 de julho de 2011

MOVER marca presença na XIX Plenária Ordinária do CBHSF

A XIX Plenária Ordinária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco realizada no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em Petrolina/PE, nos dias 07 e 08 de julho, marcou a comemoração dos “10 anos” do Comitê. Com o tema CBHSF 10 anos, os membros titulares e suplentes do comitê, representando o poder público, usuários de recursos hídricos e sociedade civil organizada, debateram principalmente a importância da Revitalização do rio São Francisco. A atual gestão do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco também apresentou as ações e projetos que estão sendo desenvolvidos.
Pouco depois da abertura, um grupo de moradores do Projeto Salitre, no sertão baiano, realizou uma manifestação, quebrando jarros de flores e abrindo faixas em frente à plenária. Para a porta-voz do grupo, Nileia Clara dos Santos, o abandono do projeto faz com que cerca de oito mil famílias que vivem no local passem por graves dificuldades, como a falta de água para consumo e de energia elétrica. “Temos uma população vivendo apenas do Bolsa Família porque o projeto está parado e nós não recebemos mais qualquer incentivo para produzir”, afirmou.

Para o presidente do CBHSF, “o protesto mostra o quanto ainda precisa ser feito em termos de revitalização da bacia. Já avançamos muito nesses dez anos, mas temos desafios imensos, não só no Salitre, mas em diversas outras áreas”. O ministro Fernando Bezerra informou que uma reunião na sede da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) com os produtores do Salitre já estava agendada para depois da solenidade a fim de discutir os problemas enfrentados pelos moradores do local.

A solenidade comemorativa dos 10 anos do Comitê contou ainda com o lançamento do livro “Guardiões do Velho Chico”. A publicação reúne textos e fotos que contam a história dos dez anos do Comitê, mostrando as ações anteriores à criação da entidade e todo o seu processo de estruturação. Trata-se de um documento histórico da bacia.
Carta de Petrolina
 
A assinatura da Carta de Petrolina marcou a abertura da reunião comemorativa dos 10 anos de criação do CBHSF. O documento estabelece metas do conjunto de ações a serem desenvolvidas pelos poderes públicos, empresas, organizações da sociedade civil organizada e populações tradicionais, tendo as seguintes metas como objetivos de todos:
I - "Água para todos": atingir, até o ano de 2020, a universalização do abastecimento de água para as populações urbanas, rurais e difusas;
II - "Saneamento Ambiental": atingir até o ano de 2030,a universalização da coleta e tratamento dos esgotos domésticos, a universalização da coleta e destinação final de resíduos sólidos urbanos e a implementação de medidas para solução dos problemas críticos de drenagem pluvial, preservação e controle de cheias ambientais urbanos;
III - "Proteção e Conservação de Mananciais": implementar até o ano de 2030, as intervenções necessárias para a proteção de áreas de recarga e nascentes, da recomposição das vegetações e mata ciliares e instituir os marcos legais para apoiar financeiramente as boas práticas conservacionistas na bacia hidorgráfica.   
O papel do Comitê no acompanhamento, no fomento e na viabilização das ações necessárias às metas definidas na Carta de Petrolina é essencial, justamente por ser o fórum que reúne todos os entes interessados e responsáveis por essas ações. “Esse documento é o marco inaugural do tempo de cooperação. Agora, estamos, governos, entidades e população, juntos, com uma só responsabilidade: revitalizar a bacia do São Francisco”, declarou o presidente do Comitê, Geraldo José dos Santos.

O ex-ministro de Meio Ambiente, no governo Fernando Henrique e primeiro presidente do Comitê, José Carlos Carvalho, disse que “o momento é de acreditar no futuro e não mais remoer o passado”.

As metas definidas na Carta de Petrolina serão monitoradas pela CBHSF, que é agente de articulação para que elas sejam alcançadas. “Já começaremos na plenária que faremos amanhã (08) aqui mesmo em Petrolina, a planejar o trabalho de estímulo e de acompanhamento de tudo o que for preciso para que possamos alcançar as metas estabelecidas, afinal a bacia exige respostas rápidas”, declarou Geraldo José dos Santos.
"Criei 14 filhos pescando no São Francisco, mas hoje não daria para criar nem mesmo um filho. O rio está assoreado, não tem cheia, não tem a água barrenta que produz a piracema. Precisamos rapidamente reflorestar as margens com mata nativa", clamou seu "Toinho", pescador e membro do Comitê, durante a solenidade de abertura.
Tais consequências são atribuídas as barragens para geração de energia elétrica que não permitem as cheias no rio e trazem o secamento das lagoas marginais como resultado.

Momento Cultural no Espaço Manga Rosa

Nos dias 07 e 08 de julho, foi realizado no Espaço Manga Rosa, em Petrolina, o Momento Cultural “Ao longo do Rio”, com mostras do artesanato, a gastronomia, a arte e a cultura da população do Velho Chico. O Museu Ambiental Casa do Velho Chico foi a grande atração cultural do evento.

Fundado em 04 de outubro de 2001, o Museu é itinerante e tem como objetivo disseminar a educação para as águas. Com uma estrutura de 15 painéis, retrata todo o processo de degradação na bacia, como: assoreamento, desmatamento, esgoto, lixos, agrotóxicos, transposição, caça e pesca predatória, salinização, além, de 25 painéis que retratam a cultura, os hábitos, costumes e arte da bacia do rio São Francisco.


A exposição que já visitou vários estados brasileiros e participou das comemorações dos 500 anos de descobrimento do rio São Francisco, já reuniu um público estimado em 100 mil pessoas. Foi a vez de Pernambuco receber o Museu itinerante.
O Museu ficará exposto, até o dia 24 de julho, para visitação pública, destacando os estudantes das escolas públicas e particulares de Petrolina e Juazeiro.

fonte:agbpeixevivo.org.br








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